O site "CAMINHOS E SONHOS" registra uma coletânea de conteúdos diversificados. O autor, "Rodolfo Antonio de Gaspari-Prof.Roangas" mostra dentro do espaço das letras muita sensibilidade poética de um grande sonhador.
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Pincelamos as letras para que as palavras sejam transformadas na essência da sua criatividade...
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HOMEM DO CAMPO
Data: 16/04/2010
Créditos:
Versos e Estrofes:"HOMEM DO CAMPO"
Autor:Rodolfo Antonio de Gaspari
Categoria:Poesia
Fonte:Versos Sem Rimas
Voz:Prof.Roangas
Música de Fundo:Dont Cry For Me Argentina
Solftware de Edição: Audacity
Copyright © 2010. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.


           
HOMEM DO CAMPO
 
Vai o lavrador cansado,
No seu recolhimento diário,
Não vê o seu dia passar.
No campo, as horas,
São medidas e aproveitadas,
De acordo com a altura do sol.
 
Bem baixo, vermelho, é a aurora,
Com o movimento e o cantar,
Dos pássaros nos arvoredos,
Matando sua fome matutina,
Até as sementes aguardam,
Que as disseminem em espaço aberto.
 
Vem o retireiro com a ordenha,
Leva os filhotes bezerros,
Famintos para sugar,
Do bom leite, sobrado pouco depois,
Levado dos baldes aos latões,
Para o urbano aproveitar.
 
Subindo... subindo... subindo...
Já é um sol escaldante,
Refletindo grande luz nos recantos,
Dos horizontes sem fim,
Não se vê mais a vermelhidão,
Deixado lá atrás com o amanhecer.
 
E o lavrador deixa o arado,
As sacas das sementes também,
Solta o cavalo trabalhador,
Puxador dos varais protetores,
Das semeadoras rústicas e primitivas,
Enterrando grão a grão,  os futuros alimentos.
 
Ali o homem do campo senta,
Na sombra de uma frondosa mangueira,
Abre a marmita cheirosa,
Do tempero, lá da madrugada,
Feita no fogão caipira, à lenha,
Muito antes do sol amanhecer.
 
Retorna às ruas nas carreiras,
Já aradas e agora plantadas,
Dos produtos naturais valiosos,
Transportados por vagões ou caminhões,
Até mesmo aos portos dos mares,
Levados aos múltiplos rincões do homem.
 
Outra pausa é chegada,
A estrela sol já dá o sinal,
Aproximando do oeste poente,
É hora da merenda, do lanche,
Bom pão de milho recheado,
Com manteiga e boa carne suína;
 
Sobra ainda mais um pouco,
Da força readquirida,
Põe o chapéu de palha,
Desce a manga comprida da camisa
Ruma ao solo fértil,
A espera depois da boa chuva.
 
Mais um pouco cai o sol,
Como chamamento, ele avisa:
Terminou o seu dia,
Beija agora o crepúsculo,
Vá à fonte se banhar...
Espere a sua lua chegar.
 
Lembrando da semente semeada,
Lá, pouco distante no campo,
Adormece, descansa...
No seu colchão de palha,
Na esperança de outra aurora
Lá longe... no horizonte despontar.
 
 
 
 
POESIA
FONTE: VERSOS SEM RIMAS

Autor da poesia e ilustração-Foto-(RURALISMO):
Prof. Roangas -Rodolfo Antonio de Gaspari-

 
  
 
 
 
Enviado por roangas em 23/11/2009

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